08/11/10
Força Benfica. Vamos vencer os próximos desafios!
01/11/10
Partilhar é o que está a dar!

26/10/10
Vamos a eles
A ementa é, como sempre, a não perder. No último jantar estiveram presentes 160 Aeronáuticos Benfiquistas pelo que teremos de ultrapassar este número. Vamos a isso.29/11/09
Sporting ganhou um ponto imerecido!
Abriu as hostilidades Oscar Cardozo, que antecipando-se a Polga ficou com Rui Patrício pela frente mas acabou por rematar forte mas ao lado da baliza.
O jogo seguiu com as duas equipas a procurarem sempre o caminho para a baliza adversária. Mais directo o Benfica, mais rendilhado o futebol que o Sporting apresentou esta noite em Alvalade num péssimo relvado.
A primeira parte acabou sem que o Benfica conseguisse marcar.
À entrada para o segundo tempo, a nossa equipa entrou mais forte no jogo e o meio-campo do Sporting deu os primeiros sinais de debilidade, com muitos espaços concedidos aos nossos jogadores.
Depois, o Benfica continuou a dispor das melhores ocasiões e em contra-ataque Di Maria e Ruben Amorim surgiram isolados e apenas os remates à figura impediram o Sporting de ficar em desvantagem Nesta altura surgiu o único remate com perigo desferido pelo Sporting e ao qual Quim respondeu com a defesa da noite, tendo com uma palmada cedido canto. Aparentemente o seleccionador nacional anda distraído.
Entretanto Javi Garcia abriu a cabeça num lance esquisito com Matias Fernandez e acabou por jogar o resto do encontro com a cabeça ligada.
Ramires, em mais um jogo em que percorreu quilómetros, acabou por desperdiçar uma das melhores oportunidades, deixando escapar a bola quando tinha só a baliza pela frente.
Enfim, mais um jogo sem marcar e em que Jesus acaba por fazer substituições tardias, nomeadamente a entrada de Fábio Coentrão.
Amanhã esperamos que Braga e o outro clube lá de cima joguem com os argumentos que possuem e vamos a ver se ganhamos ou não 1 (um) ponto nesta caminhada rumo ao 1(primeiro) lugar
18/11/09
Portugal! Portugal! Portugal!
Portugal! Portugal! Portugal!
16/11/09
Siga... o exemplo.
Habemos Acta e comentários,Começo por me congratular com a presença significativa dos aeronáuticos benfiquistas no 5º jantar....a mística voltou! Quero deixar um repto: que tal no próximo ano promover uma actividade lúdica, cultural ou desportiva a anteceder o jantar?

Viva o BENFICA13/11/09
Um jantar cheio de estrelas
11/11/09
Jantar Benfiquista é já amanhã. Não faltes!
Blogue Aeronáutica Benfiquista sempre a pensar em si.
Se ainda não tiveres feito a inscrição para o jantar de amanhã, não desanimes. Dos 450 lugares ainda pode haver algum disponível. Aparece e depois logo se vê!
06/11/09
Habemos Acta
Não esquecer de que as inscrições decorrem até ao próximo dia 12NOV09. Ao pé de si tem, seguramente, um assentador de inscrições.
Segunda-feira à Batalha Naval. Todos ao jogo.
05/11/09
04/11/09
INSCRIÇÔES - A DECORRER
21/10/09
Jantar dos Benfiquistas
Dia: 12 de Novembro de 2009
Hora: 20 Horas (mais ou menos)
Local: ESTÁDIO DA LUZ (A nossa Catedral)
Restaurante Museu do Pão (Centro de Intervenção Gastronómica)
Dentro da mística Benfiquista que todos nós comungamos, e na sequência da tradição ainda recente, mas que certamente irá perdurar no futuro, é chegada a hora de promover mais um dos já famosos jantares anuais dos Gloriosos Benfiquistas da Força Aérea.
Neste sentido, apelo a todos vós, Pontos de Contacto em cada Unidade/Órgão, que promovam a divulgação mais alargada possível do grande evento, para que a informação chegue a todos os Benfiquistas, por forma a tornarmos esse dia uma data para recordar, demonstrando, pela qualidade e número de participantes, o verdadeiro sentido do “Ser Benfiquista!
Tendo presente a brilhante época, até ao momento, da nossa equipa de futebol (não esquecendo naturalmente o futsal, basket, andebol, voleibol, hóquei em patins… entre outras modalidades), tudo se conjuga para que ultrapassemos largamente o número de inscrições de anos anteriores. Vamos a isto!
Junto impresso para inscrições e ementa. Agradeço informação sobre o número de inscritos, até ao dia 9 de Novembro, para eu confirmar o número de presenças junto do restaurante. Naturalmente que se houver uma ou outra inscrição de última hora, será aceite.
Solicito ainda que, dentro do possível, recolham o dinheiro do pagamento do jantar do “vosso” pessoal, por questões de facilidade organizativa.
Viva o Benfica!
Saudações Benfiquistas
Jorge Lima
BUFFET DE ENTRADAS
Tábua de Queijo Amanteigado, Presunto e Chouriço
Pão São, Pão de Centeio e Broa de Milho
Bôla de Carne
Moelas em Molho de Tomate
Pataniscas de Bacalhau
Meia desfeita
Favas com Presunto
Polvo de Vinagrete
Feijão-frade com Atum
Enchidos Quentes
Tarte de Cogumelos
Empada de Atum
Orelha de Porco de Coentrada
Saladas
Creme de Legumes
PRATO QUENTE (UM À ESCOLHA)
Bacalhau Lascado com Broa, Batatinhas a Murro e Grelos
Cherne com Alcaparras
Lombo de Porco com Farinheira
Pato com Laranja e Arroz de Miúdos
BUFFET DE SOBREMESAS
Requeijão com Doce de Abóbora
Bolo de Chocolate
Pudim de Ovos
Bom Bocado
Bolo de Bolacha
Leite-creme
Pudim de Nata com Molho de Frutos Vermelhos
Tarte de Maçã
Arroz Doce Serrano
Fruta Laminada
BEBIDAS
Cerveja
Vinho Branco e Tinto
Água Mineral
Refrigerantes
Café
13/09/09
Belenenses x Benfica
Correr, lutar, trabalhar e jogar. Tudo num jogo só.
Habemos.... Equipa. vamos a ver se conseguimos manter esta dinâmica, este querer, esta vontade. estamos cá para colaborar, para ajudar, para empurrar.
Benficaaaaaaaaaaaa... Benficaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Importa dizer que ficámos no meio dos sócios do Belém e fomos bem recebidos. Até os golos do Benfica foram bem recebidos, tal a qualidade da exibição que produzimos. Não se renderam, mas ficaram convencidos.
Não posso deixar de colocar a teoria que ouvi no final deste jogo e que é da autoria do amigo Manel. Diz ele para repararmos nos treinadores de grande parte das equipas do sul? Diz mais! Diz para ver onde é que eles trabalharam antes? Pois é! Qualquer dia somos nós a jogar num campeonato de equipas do norte.
Se quiser pode publicar as suas imagens e os seus textos.
Estamos de Volta
26/05/09
(Uma alegoria em 3 capítulos)
II – INCERTEZA
Inverno. Estação do frio, da neve e das chuvas. Estação em que apetece estar em casa, no quentinho da lareira, bem aconchegadinho e, depois de uma lauta refeição, aquecer o espírito e o corpo com uma boa aguardente portuguesa ou, nesta era globalizante, com um néctar das puras e cristalinas nascentes da Escócia ou da Irlanda.
Na capoeira apresentada no último texto, o Inverno começara periclitante e com muita tremideira, não só por causa do frio, dos ventos fortes e das chuvas intensas, naturais nesta estação, mas também por alguns resultados menos conseguidos nos concursos em que os seus galos estavam envolvidos, com destaque para alguma goleadas, associadas a exibições pouco mais que confrangedoras, de modo particularmente evidente no concurso “penas mais brilhantes”, que originaram que a capoeira não passasse da primeira fase da prova, situação humilhante e nada consentânea com pergaminhos que ainda exibiam, embora já só tidos em conta e ainda (in)visíveis no Canal Proto-História.
Quanto ao principal concurso, algumas derrapagens com contendores menos qualificados, não só devido a pelejas menos conseguidas, como também a alguma indefinição da estruturação da equipa e ainda, convém não esquecer, embora seja uma verdade dolorosa para alguns poderes entretanto instituídos, por força de algumas decisões da comissão arbitral no mínimo duvidosas, para não lhes chamar escandalosas, lançaram os primeiros sinais de alerta para o perigo de que os objectivos traçados no início da época poderiam não vir a ser alcançados.
Apesar desses avisos, não houve reforços de Inverno, pois os tempos das galinhas gordas já lá iam há muitos anos, mas a esperança de que a capoeira ainda tinha argumentos, entenda-se, valores galináceos mais que suficientes para levar de vencida os concursos em que ainda estava envolvida era bastante forte.
Puro engano! Após o humilhante afastamento do concurso “penas mais brilhantes”, eis que a capoeira é posta à novamente posta prova, desta vez numa partida decisiva para manter as suas aspirações intactas na vitória do concurso “esporas mais lustrosas”. A luta, teoricamente falando/escrevendo, parecia desigual, pelo menos em termos de valores individuais. No entanto a outra capoeira, também conhecida pelos “bebés do mar”, estava a fazer furor já que, tendo subido de escalão no ano anterior, mantinha-se neste ano na luta pelos lugares cimeiros da tabela, tendo inclusive levado de vencida os desafios que efectuara nas capoeiras do Jojó e Fifi, atrevimento que raiara a escândalo nacional!
A peleja foi renhida mas a capoeira do Lulu mais uma vez claudicou e foi afastada sem honra nem brilho de mais um concurso.
Restavam agora dois concursos para salvar um pouco a época, sendo que o “melhor canto de alvorada” era o mais apetecível pois dava acesso directo à disputa da liga milionária das capoeiras europeias. Mas depois de uma breve passagem pelo lugar cimeiro da classificação, essa almejada conquista começava a dar sinais preocupantes de começar a regredir, necessitando de um novo alento para voltar à senda dos triunfos empolgantes.
A meio do Inverno, surgiu a refrega mais esperada contra a capoeira do Jójó. A capoeira do Lulu vinha de uns jogos em que o nível exibicional não fora do agrado da maior parte dos seus adeptos, temendo-se que fosse mais um jogo, a exemplo de anos recentes, em que os do Jojó passeassem a sua classe, humilhando, de novo, a capoeira do Lulu. Mas tal não aconteceu de todo. Fazendo uma exibição a raiar a perfeição e que muitos pensavam não estar ao alcance daquela equipa, a capoeira do Lulu quase conseguia levar de vencida o encontro, não fora uma decisão infeliz da equipa de fiscalização das regras do jogo que decidiu aproveitar um tropeção numa pedra existente no terreno para assinalar um castigo máximo, retirando desse modo a possibilidade de uma vitória mais que justa e merecida, além do consequente acesso ao primeiro lugar do concurso. Foi um balde de água fria, imerecido, mas que, de imediato, quebrou o ânimo da capoeira, que passou o resto do Inverno a arrastar-se, sendo por vezes confrangedor o espectáculo que oferecia nas pelejas que ia disputando.
O moral estava em baixo, as exibições reflectiam essa realidade, e a capoeira do Lulu que estivera no topo da classificação quedava-se agora por um modesto terceiro lugar, o que já não era novidade nos últimos quatro anos, pois fora, mais uma vez e com muita tranquilidade, ultrapassada pela capoeira do Fifi.
As esperanças ainda não estavam totalmente perdidas e convinha não esquecer que, com algum mérito, iria disputar a final do concurso “crista mais imponente” contra a capoeira do Fifi, no primeiro dia da Primavera, encontro aguardado com bastante expectativa, mas também com muita confiança pela parte do adversário e alguma apreensão da capoeira do Lulu. Claro que a vitória nesse concurso não salvava a época, tanto mais que era um concurso menor, introduzido no ano anterior e patrocinado por uma marca de milho híbrido sem grande implantação no mercado. Mas sempre era melhor ganhar alguma coisa do que nada.
Chegou o grande dia. O encontro disputou-se num estádio neutro, mas com lotação esgotada de apoiantes de ambas as equipas. Mas como já estávamos na Primavera, as incidências deste jogo e do resto da temporada continuarão na próxima crónica.
(tarde, mas continuou…)
Pó de talco:
Dúvida existencial: será que as motos em Inglaterra têm o volante do lado direito?
(há 15 dias, quase…)
08/05/09
Crónica, mais uma...e sempre a cortar.
(Uma alegoria em 3 capítulos)
I – ESPERANÇA
Chegou o Verão e com ele a agitação normal provocada pelos galos que, entretanto, tinham crescido e pelos que Lulu, o rei da capoeira, tinha comprado há uns dias, prevendo-se que ainda chegassem mais alguns.
Muitos não entendiam aquela política de aquisições, preferindo que deixassem crescer ainda mais os da casa que, num futuro próximo, estariam aptos para mandar na capoeira e impor a ordem e o respeito que só um galo de qualidade superior consegue. Não entendiam por isso como, tendo condições ideais para o desenvolvimento sustentado e equilibrado dos galos naturais daquela casa, Lulu continuasse adquirir nos mais diversos mercados, a preços exorbitantes e muitas vezes de qualidade duvidosa, galos que pouco ou nenhum valor acrescentavam à capoeira. Além disso, alguns desses galos já traziam incorporadas maleitas de vária ordem, o que tornava o seu rendimento quase nulo, revelando-se, por isso, um investimento deveras ruinoso para as já bastante depauperadas finanças da capoeira. Não percebiam tais compras, a não ser que servissem para lavagem de dinheiro ou para encher os bolsos de algum intermediário, bem como não entendiam que todos os dias a folha oficiosa da capoeira publicitasse compras e vendas de galos, como se estivessem num supermercado.
Naquele Verão, Lulu anunciava, mais uma vez, a quem o quisesse ouvir, que nesse ano tinha os melhores galos das capoeiras do distrito, pelo que ninguém os bateria em qualquer concurso, fosse de que tipo fosse: “melhor canto de alvorada”, “esporas mais lustrosas”, “penas mais brilhantes” ou “crista mais imponente”. Ninguém adquirira galos tão bons como ele e os adversários que se cuidassem! E para que não restassem dúvidas, promovera um dos galos mais carismáticos a seu braço direito, que ficou responsável por verificar as qualidades dos intervenientes, e que gozava de grande estima em toda a capoeira, não só no lado dos machos, como também as fêmeas o adoravam e tantas vezes sonhavam com um ovo com a sua assinatura.
Em pleno Verão, começaram os vários concursos promovidos pelas capoeiras do distrito. E aos galos desta capoeira era vê-los distintos, garbosos no seu porte, pavoneando-se (deveria escrever galando-se, já que se tratava de galos e não de pavões, mas estes tinham tanto de falsa imodéstia que era o que apetecia chamar-lhes), antecipando conquistas, fama e glória que, para já, não passavam de meras e remotas hipóteses.
E a realidade começou a mostrar-se um pouco adversa aos ilustres intentos de tão pseudo prestigiados galos. O início dos variados concursos foi titubeante, fraquinho mesmo, mas como as outras capoeiras também não estavam nos seus melhores dias, a coisa até acabou por se compor. E assim, ao fim de algum tempo, aqueles galos, contra todas as perspectivas dos adversários, estavam no lugar cimeiro no concurso “melhor canto de alvorada” (o melhor, o mais prestigiado, o mais cobiçado e o economicamente mais rentável) e quanto aos outros, a sua prestação fora até aí razoável no “esporas mais rentáveis”, tinham sofrido alguns percalços no “penas mais brilhantes” e mantinham-se firmes no “crista mais imponente”. A capoeira ia festejando da melhor forma possível tais performances, por vezes com festas de arromba, que duravam até altas horas da noite, de tal modo que chegou a acontecer que um ou dois dias a capoeira ficou a dormir até mais tarde porque nenhum galo acordou a tempo do canto de alvorada, o que foi visto por alguns visionários (tais Cassandras fora de tempo) como o prenúncio de que o lugar entretanto alcançado poderia estar em perigo. Mas quais troianos de orelhas moucas e ouvidos endurecidos pelas inebriantes festarolas, ninguém queria ouvir os presságios. O tempo era de alegria, era de esperança, havia que festejar e celebrar algo que já não ocorria há uns bons pares de anos.
Esperança era, aliás, a palavra mais ouvida na capoeira, desde os galos a Lulu, passando pelas galinhas. Este ano iria ser de arromba e não haveria galo que os batesse. Claro que apenas no “canto de alvorada” porque, apesar dos investimentos feitos no Verão, era notório que para os outros a manta não chegava. Mas isso era secundarizado pela conquista do título do principal concurso.
Passou o Verão, começou o Outono e a esperança não só se manteve como se reforçou, apesar de alguns pequenos tropeções de somenos importância. A confiança que se apoderara da capoeira transbordava pelo distrito e, ufano, Lulu gabava-se aos quatro cantos que os seus galos eram, finalmente, os melhores. Para já, só dali, mas em breve seriam também os melhores do mundo! Claro que os principais adversários, chefiados por Jojó e Fifi, e os restantes contendores não estavam muito dispostos a ouvir aquilo que consideravam simples e puras baboseiras e, sempre que podiam, ou lhes era permitido falar, porque as regras dos concursos eram muito rigorosas e botar faladura era só quando estava definido e previsto, achincalhavam Lulu e riam-se das suas veleidades de conquistar alguma coisa nesse ano. “Guardado está o melhor bocado!”, era frequente ouvi-los sussurrar nos corredores por onde circulavam e se cruzavam antes de cada prova dos concursos.
Mas Lulu não os ouvia. Esse ano ia ser da sua capoeira, nem que a galinha tossisse!
E o tempo parecia dar-lhe razão pois, de vitória em vitória, a capoeira chegou ao fim do Outono em primeiro lugar no concurso “melhor canto de alvorada”. Quanto às outras contendas, e à excepção da “crista mais imponente”, as coisas não iam famosas, mas isso pouco importância tinha. A esperança residia na capoeira e a vitória na principal competição ia ser canja…de galinha!
(há-de continuar um dia destes…)
Pé de galo:
Evite o vírus! Ferva o computador antes de o usar!
(aqui, hoje)
29/04/09
Kar Luz Estrela... Sem Assunto

SEM ASSUNTO
Hoje não tenho assunto. O Glorioso ganhou (embora na 2.ª parte parecesse que um rapaz de nome Rui Costa, mas que não tem nada a ver com o nosso querido e bem amado Rui, teria apostado em que não se conseguisse tal desiderato) e os outros também ganharam. Ainda se reacenderam algumas esperanças com o golão do Estrela mas o levezinho logo tratou de as apagar. O título é pouco mais que uma miragem e o segundo lugar de acesso à pré-liga dos milhões já começa a ser visto por um canudo. Esta é a realidade e não vale a pena andar a escamoteá-la e camuflá-la com declarações oportunistas, que em nada contribuem para o engrandecimento do Glorioso, pelo contrário, são oportunidades perdidas em que o melhor e mais proveitoso seria ficar calado!
Por isso, e repetindo-me, hoje não tenho assunto.
Poderia, a exemplo de escritos anteriores, brindar os meus estóicos leitores com um texto completamente fora de contexto, com alguma citação de um autor célebre ou celebrizado, plagiar o que ainda de útil se vai escrevendo ou, quiçá, reproduzir o que, ao longo das leituras correntes da imprensa diária ou semanal, de mais interessante ou fora do comum se vai publicando. Mas nada me ocorre com importância suficiente para partilhar com quem lê estas pseudo crónicas. Ainda pensei esperar pelas Aspirinas já há tanto tempo anunciadas e nunca concretizadas, quase fazendo lembrar as equipas maravilha das últimas quatro épocas do Glorioso que o melhor que têm conseguido é um honroso (?) terceiro lugar! Mas também elas devem estar com falta de inspiração ou sem assunto e a sua estreia parece adiada sine die.
Poderia também escrever, por exemplo, sobre a criatividade que todos os dias se vai descobrindo na arca de Fernando Pessoa, ou fazer uma análise crítica à última viagem do José Saramago (que, como os meus leitores bem estão recordados, foi de elefante até Roma), ou ainda comentar em voz suave e não gritada o excelente livro que a excelsa escritora pré-candidata ao Nobel, Júlia Pinheiro, acabou de dar à estampa.
Também poderia comentar o surto de gripe suína que acabou de se manifestar nos seres humanos, a começar nos mexicanos (coitados, como se já não bastasse terem sido colonizados pelos espanhóis e terem de partilhar uma fronteira de milhares de quilómetros com os gringos, ainda têm agora de levar com esta gripe), ou dos casos que a justiça portuguesa tem resolvido (estou a lembrar-me de casos recentes como a Casa Pia e o Freeport, mas não esquecendo o caso Melancia, o Aquarparque, a queda da ponte de Entre-Os-Rios, entre outros tristemente célebres, ou ainda, e olhando para a área desportiva, o Apito Dourado), de tal forma que só falta a aprovação formal para ser inscrita no Guiness como a justiça mais célere do mundo, ou até a crise mundial que está para durar. Mas também não tenho engenho nem arte para tal, pois a crise, até a da falta de assunto, quando chega é para permanecer por muito tempo.
Também poderia falar de amor e ódio, de união e separação, de como se sentir feliz com 480 euros mensais tendo mulher e dois filhos para sustentar, prestação da casa e do carro para pagar e um crédito da Cofidis de 500 euros que já se anda a pagar há 3 anos mas que ainda permanece nos 600 euros de dívida. Mas se esta é uma realidade para milhares e milhares de portugueses, para quê continuar a insistir no que todos vêm (menos os cegos, leia-se alguns dirigentes deste ainda belo país à beira-mar implantado), pois tal apenas agravaria ainda mais a revolta e a impotência que se vai sentindo naqueles que hoje em dia ainda vão sobrevivendo mas apenas ligeiramente acima do limiar da pobreza.
Poderia até escrevinhar qualquer coisa sem nexo, apenas deixando os dedos correr pelas teclas sem qualquer interferência do cérebro, de modo a dar corpo a textos com títulos como “Kafka e a Estratégia Milenar de Construção de Teias de Aranha”, por exemplo, embora Kafka esteja mais relacionado com “misteriosos insectos” (a este propósito, ver “A Metamorfose”), ou “Galileu e a Lógica Infinitesimal Aplicada ao Movimento das Asas das Gaivotas”, ou ainda “Capitães de Abril e Capitães de Maio: um Mês de Diferença.” Mas estariam os meus dedos dispostos a aprofundar uma matéria tão vasta e assuntos tão transcendentes? Duvido.
Entretanto e aqui chegado, já estou a ouvir alguns comentários dos meus ainda leitores sobre a minha obsessão por K. E tenho de lhes dar razão! Não que seja obcecado mas que é um dos meus autores de referência, disso podem ter a certeza. E por falar em autores, aconselho vivamente que voltem ao meu texto editado em 02 de Janeiro de 2009 e, se possível, deliciem-se com as escolhas de livros que aí apresento. Verão (lerão) que são pequenas grandes pérolas que os ajudarão a enfrentar com um pouco mais de qualidade estes tempos de agrura e desencanto que estamos a viver. Ah! À referida lista acrescentem “Bomarzo”, de Manuel Lujica Lainez, e “As Vozes do Rio Pamano”, de Jaume Cabré. Imperdíveis!
E como a falta de assunto já está uma autêntica conversa fiada, por hoje é melhor ficar por aqui.
Sem assunto (versão reduzida):
Decisões pré-divórcio:
Ele: Estou farto! O melhor é o divórcio. Quanto à casa, e como é grande, dá para ficares com um lado e eu com outro. Escolhe!
Ela: Muito bem. Eu fico com o lado de dentro e tu ficas com o lado de fora!
(s.l., s.d.)
@Kar Luz Estrela
24/04/09
(III PARTE)
Motivos de ordem pessoal originaram que a última crónica não tivesse sido entregue ao editor na data aprazada perdendo, desse modo, alguma actualidade, embora não a sua realidade. Pelo facto me penitencio perante aqueles que ainda têm paciência para consumir algum tempo a espreitar este blog e o que nele se vai editando. Claro que o mais interessante são as ligações à actualidade informativa do ainda glorioso, passando estas crónicas para um mero pretexto de ocupação de espaço.
Fazendo uma pequena retrospectiva do que já por aqui está escrito (e com esta já é a 30.ª crónica, número que nunca pensara atingir), reconheço que nem sempre o articulado terá correspondido ao desejado (não associar ao D. Sebastião, p.f.). Muita parra e pouco sumo encarnado têm transparecido, culpa, certamente, de mais uma época futebolística que vai de novo ficar aquém das expectativas sempre altas que se vão gerando durante os meses de Junho a Agosto. E culpa de quem? Antes de mais, da equipa de futebol profissional, dos técnicos e dos dirigentes. Mas também não estão isentas de responsabilidade no descalabro classificativo actual algumas arbitragens tendenciosas (assim de repente estou a lembrar-me dos jogos na catedral contra o V. Setúbal, o Nacional da Madeira e a Académica e ainda do jogo no dragão, pelejas em que fomos altamente prejudicados, tendo como contraponto apenas termos sido algo beneficiados no jogo caseiro contra o Braga). E perante tantos e tão graves atropelos à verdade desportiva, qual foi a reacção dos nossos dirigentes? Pouco mais que uma confrangedora pobreza franciscana (não confundir com a do Padre Vítor Melícias que vale 7.500 euros mensais!). Necessário se impunha, em tais situações, que o SLB tivesse, de uma forma clara e inequívoca, e em sede própria, manifestado a sua indignação por ter sido escandalosamente escamoteado naqueles jogos e noutros que o cronista agora não recorda (com a idade a memória fenece!).
Questiona-se o cronista como, tendo o SLB um director de comunicação conceituadíssimo, os comunicados que vão sendo emitidos são pouco mais que incipientes e de uma indigência confrangedora. Temos de ser incisivos e contundentes na razão que nos assiste, sempre que somos prejudicados, roubados, espezinhados e vilipendiados.
Não queremos guerra. Mas exigimos uma resposta firme e atenta contra as manobras de bastidores que a Liga e os seus correligionários estão constantemente a fazer contra o SLB. Não pretendo afirmar para já e taxativamente que o SLB é o Clube a abater pela Liga, tanto mais que tem sido o que maior contributo tem prestado no enchimento dos cofres daquele organismo que (in)gere o futebol nacional com as multas constantes de que é alvo, mas é por demais evidente que é o que dá a entender.
O SLB não pode continuar a pactuar com todos aqueles (e são muitos) que só perseguem um objectivo: destruí-lo! Para que esses abutres não consigam os seus intentos, imperioso se torna:
1. Uma direcção forte e solidária.
2. Blindagem do balneário.
3. Um director desportivo que faça a ponte entre a direcção e o balneário.
4. Uma política de comunicação que só apresente factos e casos concretos, incidindo de modo especial nas situações de claro e objectivo prejuízo para o SLB. Neste aspecto é ainda mister terminar com a desinformação que alimenta os jornais desportivos nacionais, que não podem continuar a sobreviver apenas à custa do SLB e das transacções diárias de jogadores que se vão propagandeando no ainda glorioso.
5. Uma equipa de futebol que jogue por amor à camisola. Para isso, além de lançar cada vez em maior número jogadores oriundos da formação, necessário se torna também controlar eficazmente os jogadores da equipa principal, de modo a que percebam que vestir a camisola do glorioso é motivo de orgulho que não se compadece com noitadas constantes pelos bares e outros estabelecimentos similares da capital e arredores.
6. Fazer do Centro de Estágio a casa dos jogadores do SLB.
Estes são apenas alguns pontos mas, na opinião do cronista, essenciais para que o SLB volte a ser o clube que conhecemos em gloriosas décadas passadas e queremos voltar a ver nos estádios nacionais e por esse mundo fora, orgulhoso da camisola que enverga e da história que o fez grande entre os maiores.
Havemos de voltar a reflectir sobre esta temática!
Obs.: O SLB ganhou o último jogo, contra as previsões de muita gente avalizada, quando começou a pressionar o adversário à saída da sua área, exercendo a chamada ‘pressão alta’. É difícil perceber que esta é a forma mais eficaz para levar de vencida a maior parte dos adversários da Liga Sagres? Para o cronista não é. Difícil é perceber porque não jogaram assim a maior parte das vezes!...
(Aqui e agora, 24 de Abril de 2009)











